Evolution
  • Home
  • Acesse seu condomínio
    • Condomínio Casablanca
    • Condomínio Catamarã
    • Condomínio Cosmopolitan
    • CONDOMÍNIO DELLAMARE
    • CONDOMÍNIO DIPLOMATA
    • Condomínio dos Edifícios Eveline, Raquel e Sarah
    • Condomínio El Grego
    • Condomínio Jaspe
    • Condomínio Linha do Horizonte
    • Condomínio Maison Monet
    • Condomínio Manoel Dias de Oliveira
    • Condomínio Parque dos Lençóis Eco Resort
    • Condomínio Portal das Enseadas
    • Centro Empresarial Saint Louis
    • Elevadores OTIS LTDA
  • Serviços
    • Mão de Obra Terceirizada
    • Gestão de Recursos Humanos
    • Gestão Administrativa
    • GESTÃO FINANCEIRA
    • Assessoria Jurídica
    • Serviço de Limpeza e Conservação
  • Sobre
  • Blog
  • Contato
outubro 23, 2025 por evolution

Por que os apartamentos estão encolhendo?

Por que os apartamentos estão encolhendo?
outubro 23, 2025 por evolution

Nos últimos anos, o Brasil viveu uma combinação de pressões econômicas que afetou o setor de construção civil. A pandemia de Covid-19, a escassez de insumos, a valorização das commodities e a reorganização das cadeias produtivas globais criaram um cenário de aumento acelerado nos custos de produção. Ao mesmo tempo, programas habitacionais voltados à população de baixa renda, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), não acompanharam esse movimento com ajustes compatíveis.

O resultado é um descompasso: o custo de produzir moradia cresce em ritmo mais rápido que o poder de compra subsidiado pelo programa. No segmento econômico, especialmente na Faixa 2 (que concentra 15% do déficit habitacional brasileiro e atende famílias com renda entre R$ 2.640 e R$ 4.400), essa diferença se tornou um desafio diário para construtoras e incorporadoras.

O custo subiu, o teto não

De 2020 para cá, o custo por metro quadrado de uma construção residencial aumentou mais de 40%. A escalada foi puxada por insumos como aço, cimento, PVC e alumínio, somada a reajustes salariais no setor e impactos tributários.

Esse avanço supera de forma ampla os ajustes feitos no teto de financiamento do MCMV. Com recursos limitados e sem espaço para aumentar o preço final ao comprador, o único elemento que restou para adequar a equação foi a redução da metragem das unidades.

Assim, surgiram projetos com 37 m², 35 m² e até menos, especialmente em áreas metropolitanas, onde o valor do terreno já é um peso considerável no custo total.

A lógica econômica da redução

A matemática é simples: custo unitário = área privativa × custo por m².

Com o valor do m² subindo e o valor final limitado pelo programa, a área privativa passa a ser a variável de ajuste. Para que o imóvel se mantenha dentro do teto de venda, é necessário reduzir o tamanho. Isso não é uma estratégia de nicho ou de luxo compactado. É uma resposta à restrição orçamentária em um mercado em que cada centímetro quadrado tem peso no resultado.

Além de uma escolha de mercado, um reflexo de contexto

A redução das metragens não se explica apenas pelo cenário econômico. Existe também um componente de demanda.

De acordo com o Secovi-SP, 80% dos apartamentos vendidos em São Paulo em 2024 tinham até 45 m². Foram mais de 80 mil unidades compactas comercializadas, de um total de 103 mil. Além disso, mudanças no perfil demográfico reforçam o movimento: em 2022, 15,9% dos domicílios brasileiros eram unipessoais e, aproximadamente, 19% dos casais declararam não querer ter filhos.

Esses números mostram que existe mercado para imóveis menores. Contudo, no caso do segmento econômico, a redução de metragem está menos ligada a preferências de consumo e mais a uma necessidade de adequação financeira.

Caminhos possíveis para reverter o quadro

O ajuste dessa equação exige medidas coordenadas. Entre as principais propostas para reverter o cenário está a revisão anual dos tetos do programa, de forma que acompanhem indicadores como o INCC e o IPCA.

Esse alinhamento permitiria que o poder de compra subsidiado pelo governo se mantivesse compatível com a realidade dos custos de produção, evitando que o ajuste recaia apenas sobre o tamanhodos imóveis.

Outra medida considerada é o estímulo à industrialização da construção, ao adotar tecnologias como sistemas pré-moldados, estruturas modulares e processos padronizados que aumentam a produtividade, reduzem desperdícios e possibilitam ganhos de escala. Essas soluções diminuem o custo por metro quadrado e podem melhorar o padrão construtivo e o prazo de entrega.

Ainda, especialistas defendem uma revisão tributária específica para o setor, voltada a reduzir encargos que encarecem insumos e serviços. A diminuição do chamado “Custo Brasil” também é vista como fundamental, com investimentos em logística, melhorias no transporte de materiais e simplificação dos processos de licenciamento. Essas ações, quando combinadas, poderiam criar um ambiente mais favorável para que o segmento econômico continuasse a oferecer imóveis acessíveis, com metragens adequadas e qualidade construtiva, sem comprometer a viabilidade financeira das construtoras.

Essas medidas não eliminam os desafios, mas criam condições para que o segmento econômico possa entregar imóveis com metragem mais adequada sem inviabilizar o negócio.

Um problema que vai além da planta

Quando se fala em apartamentos menores, a discussão não se restringe à metragem. O tamanho influencia a qualidade de vida. Ambientes mais compactos podem ser funcionais quando bem planejados, mas há limites para manter conforto e usabilidade.

No segmento econômico, em que o público depende do imóvel para morar de forma estável e por muitos anos, a redução de espaço pode trazer implicações para a dinâmica familiar, armazenamento, ventilação e iluminação natural.

Por isso, especialistas alertam que o debate sobre a metragem não é apenas técnico ou econômico. É uma questão de dignidade habitacional.

A responsabilidade compartilhada

O desafio de equilibrar custo e metragem não é exclusivo das construtoras. Envolve a articulação entre governo, setor produtivo e instituições financeiras. Sem incentivos e políticas alinhadas, cada aumento no custo de construção terá como resposta natural mais cortes na área privativa.

Isso mantém a roda girando, mas empurra para o futuro um problema de qualidade e adequação dos imóveis populares.

O encolhimento dos apartamentos no Brasil é o retrato de uma equação em desequilíbrio: custos crescentes, tetos de financiamento defasados e mudanças demográficas que influenciam a demanda.

Enquanto as unidades compactas ganham espaço no mercado, a política habitacional precisa ser repensada para que tamanho reduzido seja uma opção de design e não uma imposição econômica.

*Eduarda Tolentino é CEO da BRZ Empreendimentos, incorporadora com foco no segmento imobiliário econômico, nascida em 2010 em Belo Horizonte, capital mineira

Artigo anteriorSuperlógica aborda finanças inteligentes no CondoExpert CearáPróximo artigo PL 4/2025 sugere mudanças para aumentar respaldo jurídico ao síndico

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

About The Blog

Nulla laoreet vestibulum turpis non finibus. Proin interdum a tortor sit amet mollis. Maecenas sollicitudin accumsan enim, ut aliquet risus.

Posts recentes

PL 4/2025 sugere mudanças para aumentar respaldo jurídico ao síndicooutubro 23, 2025
Por que os apartamentos estão encolhendo?outubro 23, 2025
Superlógica aborda finanças inteligentes no CondoExpert Cearáoutubro 23, 2025

Categorias

  • Administradora de condomínios
  • Condôminos
  • Condomínio
  • Dicas
  • Regras

Meta

  • Acessar
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.org

Tags

Administradora de condomínios Administrar condomínio Administração de condomínios Animais Apartamentos Bichos de estimação Boa convivência Coleta seletiva Condomínio Condôminos Corpo de bombeiro Corpo de bombeiros Cães Dicas Direitos Emergência Empresa especializada Escada de incêndio Evolution Evolution Administradora de Condomínios Gatos Home office Incêndio Limpeza Lixo Lixo do condomínio Moradores Prédios Regras Responsabilidades Segurança Síndico Trabalho em casa Vizinhos

Sobre nós

A Evolution Administração de Condomínios é uma empresa privada, constituída em maio de 2013, criada com foco na Gestão de Condomínios e Mão de Obra Terceirizada.

Links Úteis

  • Blog
  • Sobre
  • Gestão Financeira
  • Serviço de Limpeza e Conservação
  • Mão de Obra Terceirizada
  • Gestão Administrativa
  • Assessoria Jurídica
  • Gestão de Recursos Humanos

Contato

Endereço: Av. Colares Moreira, Nº 07, sala 809 - Centro Empresarial Vinícius de Moraes, Calhau, São Luís – MA
(98) 3302-7790 / 98744-2258
atendimento@evolutionadministradora.com
Copyright © 2022 Evolution Administradora todos os direitos reservados. Desenvolvido por:

Sobre nós

A Evolution Administração de Condomínios é uma empresa privada, constituída em maio de 2013, criada com foco na Gestão de Condomínios e Mão de Obra Terceirizada.

Publicações Recentes

PL 4/2025 sugere mudanças para aumentar respaldo jurídico ao síndicooutubro 23, 2025
Por que os apartamentos estão encolhendo?outubro 23, 2025
Superlógica aborda finanças inteligentes no CondoExpert Cearáoutubro 23, 2025

Categorias

  • Administradora de condomínios
  • Condôminos
  • Condomínio
  • Dicas
  • Regras